Notícias

Passageiros evacuados de navio com surto de hantavírus chegam aos Estados Unidos sob monitoramento médico

Autoridades internacionais acompanham caso envolvendo o cruzeiro MV Hondius após mortes e suspeita de transmissão rara entre humanos

Passageiros evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius começaram a chegar aos Estados Unidos após o surto de hantavírus registrado a bordo da embarcação. Segundo autoridades de saúde norte-americanas e a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos três pessoas morreram e diversos casos suspeitos seguem sendo investigados.  

O navio, que realizava uma expedição entre a Argentina e a Antártida, transportava cerca de 147 pessoas entre passageiros e tripulantes. O surto mobilizou governos de vários países após a confirmação de casos ligados à cepa Andes do hantavírus, considerada rara por permitir transmissão entre humanos em situações específicas de contato próximo e prolongado.  

De acordo com o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, 18 passageiros foram repatriados e colocados sob quarentena e observação médica. Um dos pacientes está internado em unidade de biocontenção da Universidade de Nebraska, enquanto outros seguem sendo monitorados em Nebraska e Atlanta.  

As autoridades sanitárias reforçam que o risco para a população em geral continua sendo considerado baixo. A própria OMS afirmou que o hantavírus não possui capacidade de disseminação semelhante à covid-19 ou à gripe comum. Mesmo assim, os países envolvidos iniciaram rastreamento de contatos e monitoramento internacional preventivo.  

A evacuação do MV Hondius ocorreu nas Ilhas Canárias, na Espanha, com apoio de equipes internacionais de saúde e proteção civil. Passageiros de diferentes nacionalidades foram enviados aos seus países de origem para acompanhamento clínico durante um período que pode chegar a 42 dias.  

O hantavírus é normalmente transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Os sintomas podem incluir febre, dores musculares, dificuldade respiratória e complicações pulmonares graves. A taxa de mortalidade varia conforme a cepa do vírus e o estado clínico do paciente.  

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo