O Brasil não cresce atacando quem gera emprego

Para quem não entendeu veja o que muda com o fim da escala seis por um
Por Julliana Cardoso
Nos últimos meses, parte da esquerda brasileira passou a tratar o fim da escala 6×1 como se fosse uma solução mágica para os problemas do trabalhador. Parece bonito no discurso. Gera aplausos nas redes sociais. Mas a realidade da economia não cabe em frases prontas.
O que está em debate é o modelo de trabalho em que o funcionário atua seis dias e folga um. A proposta defendida por setores da esquerda é reduzir a jornada e aumentar os dias de descanso sem redução salarial.
Na teoria, parece perfeito. Na prática, a conta pode não fechar.
O Brasil não vive um cenário de abundância. Vivemos uma economia pressionada, com empresários sufocados por impostos, insegurança jurídica e dificuldade para manter empregos. Em muitos setores, especialmente comércio, serviços e pequenas empresas, a escala 6×1 não é “exploração”, como alguns militantes tentam vender. Ela é o que mantém milhares de negócios funcionando.
Quem romantiza o fim dessa escala muitas vezes nunca precisou fechar folha de pagamento, pagar aluguel comercial, impostos absurdos e ainda manter funcionários empregados no fim do mês.
A verdade é dura: aumentar obrigações sem planejamento pode gerar exatamente o contrário do que prometem. Menos vagas, mais informalidade e mais desemprego.
Defender o trabalhador não pode significar sufocar quem empreende. Porque sem empresa não existe emprego. Sem lucro não existe contratação. Sem crescimento econômico não existe dignidade sustentável.
É claro que todo trabalhador merece qualidade de vida, descanso e condições justas. Isso é indiscutível. Mas mudanças profundas nas relações trabalhistas precisam ser debatidas com responsabilidade econômica e não com militância ideológica.
O Brasil já passou décadas afundado em políticas populistas que prometiam proteger o povo enquanto enfraqueciam a economia. O resultado sempre foi o mesmo: inflação, desemprego e pobreza.
Enquanto países desenvolvidos discutem produtividade, inovação e competitividade, aqui ainda existe gente acreditando que atacar empresas vai resolver desigualdade social.
Não vai.
O trabalhador brasileiro precisa de salário digno, oportunidade de crescimento e uma economia forte. E isso não nasce de discursos emocionados na internet. Nasce de liberdade econômica, segurança para investir e incentivo para quem produz.
Riqueza não surge por decreto. Ela é construída por pessoas que trabalham, empreendem e movimentam o país todos os dias.
E transformar quem gera emprego em vilão nunca será um caminho inteligente para o Brasil.




