
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, voltou a chamar atenção para a qualidade da formação médica no Brasil ao comparar a expansão desordenada de cursos de medicina ao funcionamento das chamadas bets, plataformas de apostas. A declaração foi feita ao comentar os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed, que apontou reprovação em mais de uma centena de faculdades, reacendendo o debate sobre critérios e fiscalização no ensino superior.
Médico por formação, Caiado afirmou que a lógica atual transforma o sonho de estudantes em um risco elevado e transfere à sociedade as consequências dessa aposta. Segundo ele, mensalidades altas, abertura indiscriminada de cursos e falta de estrutura adequada criam um cenário perigoso, no qual a saúde pública fica vulnerável. “Quando se trata de medicina, quem perde nunca é só o aluno. Quem perde é o paciente”, tem defendido o governador.
Ao reforçar sua posição, Caiado destacou que, durante seus anos à frente do governo de Goiás, não autorizou a criação de novas faculdades de medicina no estado. Para ele, a decisão reflete compromisso com rigor técnico, responsabilidade e segurança no atendimento à população. O governador sustenta que formar médicos exige critérios rígidos e fiscalização constante, já que erros na área da saúde não admitem improviso nem apostas.




