
Justiça de Goiás decreta prisão preventiva de contraventor por calúnia, injúria e difamação
Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam, na tarde desta quarta-feira (13/05/2026), o empresário e contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, amplamente conhecido como Carlinhos Cachoeira. A detenção ocorreu no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, quando Cachoeira desembarcava para uma escala aérea.
A Prisão
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), e assinado pelo juiz Luciano Borges da Silva. Segundo a decisão judicial, a ordem de prisão está fundamentada em um processo que investiga a suposta prática de crimes contra a honra, especificamente calúnia, injúria e difamação.
Encaminhamento
Após receber voz de prisão no terminal paulista, Cachoeira foi conduzido para os procedimentos de praxe e deve ser encaminhado ao 27º Distrito Policial da capital, localizado no bairro Campo Belo. O caso tramita em segredo de Justiça, e por esse motivo, os detalhes específicos dos fatos que motivaram o pedido de prisão preventiva não foram divulgados oficialmente.
Histórico
Carlinhos Cachoeira ganhou projeção nacional após ser o principal alvo da Operação Monte Carlo, deflagrada pela PF em 2012, que desmantelou uma vasta rede de exploração de jogos ilegais, corrupção e tráfico de influência em Goiás e no Distrito Federal. À época, o caso levou à instalação de uma CPI no Congresso Nacional e à cassação do mandato do então senador Demóstenes Torres. Cachoeira chegou a ser condenado a penas que somaram mais de 39 anos de prisão por crimes como formação de quadrilha e corrupção ativa, mas respondia a processos em liberdade após recursos judiciais.




