
Prefeito foca em reorganização fiscal, retomada de serviços e novos investimentos, enquanto ainda enfrenta desafios herdados e cobranças da população
A gestão do prefeito Sandro Mabel, iniciada em janeiro de 2025, tem sido marcada por um esforço concentrado de reorganização administrativa e recuperação fiscal da capital. Ele assumiu a Prefeitura em um cenário de dificuldades financeiras e pressão sobre serviços essenciais, especialmente na área da saúde.
Desde então, a administração municipal adotou uma série de medidas para equilibrar as contas públicas. Dados apresentados ao longo do primeiro ano de gestão indicam superávit orçamentário e financeiro, além do aumento na arrecadação própria, com crescimento relevante em tributos como IPTU e ISS. Esse movimento permitiu à Prefeitura retomar gradualmente a capacidade de investimento.
Com o caixa mais organizado, a gestão passou a avançar em áreas estratégicas. Na mobilidade urbana, foram implantadas soluções tecnológicas para melhorar o fluxo do trânsito, como a sincronização de semáforos em corredores importantes. Na limpeza urbana, houve reforço nos serviços, o que resultou em melhora perceptível em diversas regiões da cidade.
Na saúde, considerada um dos principais desafios herdados, a Prefeitura iniciou um processo de reestruturação da rede, com ampliação de investimentos e tentativa de normalização dos atendimentos. Apesar disso, o setor ainda enfrenta pressão e segue como ponto de atenção da gestão.
Outro eixo da administração tem sido a modernização da máquina pública, com iniciativas voltadas à digitalização de processos, melhoria da arrecadação e maior controle dos gastos. A estratégia busca aumentar a eficiência e garantir sustentabilidade fiscal no médio e longo prazo.
Os números fiscais positivos colocam Goiânia em uma nova fase, saindo de um cenário de dificuldades para um momento de planejamento e execução de investimentos. A gestão tem apostado nesse equilíbrio para viabilizar obras e melhorias estruturais.
Por outro lado, a administração também enfrenta críticas. Parte da população e de opositores aponta que os efeitos práticos das mudanças ainda não são sentidos de forma ampla no dia a dia. Há cobranças por avanços mais rápidos, especialmente na saúde e na mobilidade urbana.
Mesmo assim, o início do governo indica uma linha de atuação focada na reorganização interna como base para avanços futuros. O desafio, a partir de agora, será transformar o ajuste fiscal em resultados cada vez mais visíveis para a população, consolidando uma gestão que equilibre responsabilidade financeira e melhoria efetiva dos serviços públicos.




